O poema

CONCENTRADO-DE-POESIA

 

Bebo esse copo

o estilhaço abre em areias as janelas

vejo além da água, as aquarelas

cinemascope, caleidoscópio,sentinelas

 

Corro para longe, e a água à meio pés

e a água a um pés

e a água sobe, perdi as contas, respiro com um balão nas mãos no convés

abro mais uns papeis, conto: um..dois..três reis

invento aquele gole, aprofundo,fundo dou goto d’água, engulo roto, amálgama

 

Pulo a linha nas mãos, não há mais o balão, oxigenizo

chupo tua língua áspera, te aliso, liso..liso…escorregadio

dio, não há mais a palavra, não sinto, não desespero, vadio, zero

o poema pede calma, o poema ainda é alma, o poema espalma com as duas mãos

espalha então, o que um dia foi….ontem….amanhã…o poema alucina..sina…buzina..ferve..

grunha…a..n..h..ã

 

Te recebo ainda vestida…te recebo aos poucos ainda vestida….investida..despida..te recebo…te envio..te recebo…te envio…te envio…te envio…te recebo….viu…..olha !!! Abre!!!

lê!!! escreve!!!! arrepio ! tua pele..meu navio…teu ele…desvio..dentro..centro…fluo…

 

Depois a palavra ainda à descobrir, mesmo nua ainda à cair.

  • Iatamyra Rocha
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