Amor

 

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Começo levemente abrindo as mãos, como se um verso fosse, afago

depois uma menção ao primeiro beijo, mesmo se no ar fosse vago

teria tua língua, teu gosto, teus lábios, teus lagos

seria aqui um poema de amor e não de lisuras

 

Seria à mim, e assim teria uma certa frescura do tempo

que não mais permite, aos arroubos da poesia da minha vó

então me reinvento a ti

aqui está o meu beijo de língua passando na tua levemente e sugando toda nua

indiferente aos olhares urgentes aos teus oblíquios

exigente na força das mãos, ao pegar no primeiro verso o poema inteiro

à usar corpo a corpo a poética da palavra amor

ainda rimando num lirico tinteiro

e também gritar a quatro paredes obscenidades de êxtases verdadeiros

aqui no poema há sentimento, há a palavra construída dentro, há amor

repetido tantas vezes num cálido encontro,ou num rápido elevador

repetido…repetido…repetido..incessantemente…repetido e repartido

simplesmente a dois, a três..a quatro…a cinco….a seis…. a sete vezes setenta ?

o amor não é conta feita, o amor é certeza desfeita, e atenta!

  • Iatamyra Rocha
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