Líquido

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De todos os dias

Refaço este

Prendo-me aos meus cabelos e vou

Secas mãos no vão da corda

Ato suspenso de mim

Enjôo

 

Dos antigos livros

O sumo de era, o prato quente

Reverbera ainda o gosto

Flores e odes a ele

Tão frio de folhas

Na ponta da língua de agosto

 

Não percebia ser um poema triste

Trincado no seu vidro hermético

Que só força de macho soca,cético ali se dobrando em transparência amorfa

 

Verde plantado nos olhos

Sede de matas, bichos e abrolhos

Caminho sutil de onça parda

Pega a mansidão pelos pés e adaga

 

Forte como tem que ser

O espinho pregado na flor

Pontiagudo para o  alto perfume

Ferido de amor

 

Passagem de verso

Tamborilar de árvore cheia

Preenchendo as mãos de luas

Até segurar acima do peito

Com o queixo a sorrir sem jeito

 

E então se repete, se refaz, se venta

O tempo que vai

Experimenta o uso fruto da vida

Pois simbólica é  a maçã perdida.

– Iatamyra Rocha

 

Arte plástica: Felix Man

 

 

 

 

 

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