Linguagem mulher

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Língua áspera

Diáspora

Sulcada da terra

Assim é a cratera

Que abre com as mãos, mulher

Massa de pão

Ode à fé

 

Poesia de deserto

No úmido cálice aberto

Que possui

Verso itinerante que intui amor

 

Desce sua flor profunda

E entre rochas

Flui sêmen

Rotunda é sua pétala primeira

 

Saem dos fartos lábios

Vermelhos rios

Beira de precipícios

Macios e tenros à última mordida

 

Selada na ida a mulher

Ecoa gemidos roucos

Vestidos poucos

Puída

 

À lingua no coldre

Corta rente

Feito bala de prata

Onipresente.

– Iatamyra Rocha

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