Carta para mim

       A vida é cheia de delicadezas, suspiros, inflames e inconstantes certezas, um não sei aonde vai, um ninho construído aos poucos e que aos poucos também se esvai.

       Hiatos separam palavras que ao longo do tempo coabitam com poesia, vida que escreve os versos muitas vezes corroídos pela maresia; eu costuro minhas nervuras ponto a ponto com diversos pontos : Cruz –  que espetam e sangram meus dedos, escamas –  que cintilam na luz do sol [ Ou na poeira de alguma estrela ] Visto minha vida com tecidos permeáveis e vez ou outra refaço um ou outro rasgo, ou simplesmente deixo ali como adorno do meu sentir.

       Foi assim aos poucos que meu amor bateu na minha porta, não como se quisesse entrar, mas sair de dentro de mim, sufocado entre espinhos na nuvem que a ilusão formou, assim escrevo primeiro para aliviar e acalmar o que me prende [Puramente egoísta em um primeiro momento, dando asas ao meu ego de sentimentos ] Depois escrevo para o vento que sopra em todos os lugares [Mas no fundo quero que ele sopre só nos corações, dê aquele friozinho na espinha e abra um sorriso sem destino ].

      Ainda não consigo verbalizar concretamente toda a minha história, com todos os sujeitos, predicados, pontos e vírgulas, real e crua como ela é, então adorno flores, falo do mar como cenário das minha peças, e isso me cura o tempo.

      Continuo sem saber aonde a vida vai, mas sei que ela é cheia de delicadezas onde procuro sonhos para refazer meu ninho.

®IatamyraRocha

Oração / Efêmero

Guinza flor / Prisma

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